Emagreceu e sentiu a pele mais flácida? Entenda por que isso pode acontecer
Você emagrece, a roupa começa a ficar larga, as medidas diminuem… mas, quando olha no espelho, percebe algo que talvez não esperasse:
a pele parece mais flácida.
Isso acontece com muitas pessoas e ficou ainda mais evidente atualmente, quando vemos emagrecimentos importantes acontecendo em períodos relativamente curtos.
Mas por que isso acontece?
O corpo não perde apenas “tamanho”
Quando existe uma redução significativa de peso, ocorre diminuição do tecido adiposo que antes ajudava a preencher determinadas regiões.
Imagine a pele como um tecido que revestia um volume maior.
Quando esse volume diminui, ela precisa se adaptar ao novo contorno corporal. A capacidade de retração varia bastante de uma pessoa para outra.
Idade, genética, quantidade de peso perdido, velocidade do emagrecimento, histórico de variações de peso, exposição solar e características da própria pele podem interferir nesse processo.
Por isso duas pessoas podem emagrecer a mesma quantidade e apresentar resultados completamente diferentes.
E tem outro detalhe importante: músculo
Quando falamos em emagrecimento, gosto de lembrar:
não importa apenas quantos quilos você perdeu. Importa também o que você perdeu.
Durante uma perda de peso importante, além de gordura também pode ocorrer redução de massa magra.
Isso merece atenção principalmente depois dos 40, quando preservar musculatura se torna ainda mais importante.
Por isso musculação, ingestão nutricional adequada e acompanhamento profissional podem fazer parte de uma estratégia muito mais inteligente do que simplesmente buscar um número menor na balança.
“Mas usei medicamento para emagrecer. Foi ele que deixou minha pele flácida?”
Essa pergunta está cada vez mais frequente.
Medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 transformaram o tratamento da obesidade e podem proporcionar perdas importantes de peso quando corretamente indicados e acompanhados.
As alterações estéticas observadas durante esse processo estão relacionadas, em grande parte, às mudanças de volume e composição corporal associadas ao emagrecimento — especialmente quando ele é expressivo ou rápido.
Por isso não gosto de reduzir o assunto a expressões como “rosto de Ozempic” ou “corpo de Ozempic”.
O fenômeno é muito mais complexo.
A estética pode ajudar?
Sim — mas é justamente aqui que uma boa avaliação faz diferença.
Na minha prática clínica, antes de indicar qualquer tecnologia, procuro entender o que realmente está incomodando aquela pessoa.
É predominantemente flacidez de pele?
Houve perda importante de volume?
Existe pouca massa muscular na região?
Ainda existe gordura localizada?
São situações diferentes e, consequentemente, podem exigir estratégias diferentes.
Tecnologias para estímulo de colágeno, bioestimuladores, radiofrequência, ultrassom micro ou macrofocado e outros recursos podem ser considerados em determinados casos.
Mas não existe um aparelho que seja o melhor para todo mundo.
O que eu gostaria que você lembrasse
Emagrecer pode trazer benefícios importantes à saúde quando existe indicação e acompanhamento adequado.
E perceber mudanças na pele depois desse processo não significa que o emagrecimento “deu errado”.
Seu corpo simplesmente mudou.
Agora talvez ele precise de um novo olhar e uma nova estratégia de cuidado.
Na estética, meu objetivo nunca é perseguir um corpo perfeito.
É entender o corpo que está diante de mim e escolher, com responsabilidade, aquilo que realmente pode contribuir para ele.
Dra. Mariana Dias
Fisioterapeuta | Dermatofuncional | Nutrição Ortomolecular | Harmonização Corporal e Facial
22 anos de experiência clínica
